Devido ao feriado, ambos os cursos foram transferidos para o dia 3 de setembro! Assim, seu término será adiado em uma semana, ou seja, se encerra no dia 24/9!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
EDUARDO E MÔNICA
Uma bela homenagem ao casal mais famoso da Música Popular Brasileira!
Obrigada Renato!
Obrigada Legião!
Obrigada Renato!
Obrigada Legião!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
AMPULHETA
Lembro do hoje
do ontem
Nada mudou!
O mundo fugiu e não me levou
cada um com sua cruz e eu sem nenhuma...
Lembro do ontem
choro, sorrio, rio
é estranho ver como o tempo passou
como o mundo girou e insistiu em não me levar...
Lembro do agora
palavras em verso, em prosa
palavras que me guiam
já que o mundo continua intacto
lá no seu lado me ignorando sem dó.
Ao tirar meus sapatos,
sinto o chão gelado
após a correria sem fim de um dia tenso.
Lembro do amanhã
me dá medo!
Sinto pena de mim e dos outros
Sinto falta de mim e dos outros
Sinto a vida em mim e nos outros
Mas o mundo continua:
parado, intacto e disposto
a permanecer no mesmo lugar...
Eu aqui, perdida nessa trilha de ilusões
desviando dos falsos abraços e sorrisos,
dependente dos falsos abraços e sorrisos
Isolada no meio de tanta gente
Sangrando diante de uma gargalhada sem fim.
Sofro sozinha!
Os outros não estão preparados para dividir solidão
nem sonhos, nem desejos, nem vitórias.
Só dividem o fracasso, a derrota, o pensamento de culpa
Ninguém quer dividir solidão!
Nem o mundo quis! Vive na dele distante enquanto durmo
dorme enquanto acordo, gira enquanto me disperso...
Estranha é mesmo é essa ideia de felicidade
tem que sorrir pra provar que está feliz
tem que dizer te amo pra provar que ama
tem que ter alguém pra provar que é "impossível ser feliz sozinho"...
Estranho é o mundo que não para: gira, gira e gira
Não oferece ajuda, não olha o céu, não ouve o doce barulho do mar
não sente frio nem dor, só gira e gira e gira...
Lembro do agora
e me enche o peito a vontade de me jogar do último andar
do primeiro prédio que surgir.
A loucura só reina no coração dos bons!
Eu quero me jogar
mas penso no quanto sofreria minha mãe, então esqueço
mas penso no quanto sofreria se ela se jogasse
então a vontade cresce ainda mais!
Eu quero entender esse suicídio espontâneo
Essa gente que cansou do mundo
ou simplesmente se perdeu dele
ou nunca o teve...
Entender o que é certo e errado
perante a Terra e o Céu.
Lembro da vida
Não sei se a tenho
nem se a mereço
Não sei onde o mundo me deixou perdida
Talvez no primeiro passo
Talvez no último suspiro
Minha alma insiste em partir
Mas o corpo insiste em ficar...
A ampulheta que controla o meu dia
impulsiona, grita, chora!
Me diz para continuar
mesmo diante do caos
mesmo diante da luta
mesmo perdida no vazio
de ilusões sinceras
A ampulheta me impede de chegar ao último andar
me impede de ser feliz do meu jeito
Me faz acreditar numa nova Era
alimentar sonhos em vão,
Me diz que o mundo está chegando
para finalmente me esclarecer o que aconteceu.
Penso em tudo
e tudo é nada
nada é o que sinto,
o que sou.
Ampulheta em extinção
contando grão por grão
desejando amarguradamente
o momento exato
de acabar a areia
quebrar-se em mil cacos
e assim viajar
rumo ao mundo que não conheço...
do ontem
Nada mudou!
O mundo fugiu e não me levou
cada um com sua cruz e eu sem nenhuma...
Lembro do ontem
choro, sorrio, rio
é estranho ver como o tempo passou
como o mundo girou e insistiu em não me levar...
Lembro do agora
palavras em verso, em prosa
palavras que me guiam
já que o mundo continua intacto
lá no seu lado me ignorando sem dó.
Ao tirar meus sapatos,
sinto o chão gelado
após a correria sem fim de um dia tenso.
Lembro do amanhã
me dá medo!
Sinto pena de mim e dos outros
Sinto falta de mim e dos outros
Sinto a vida em mim e nos outros
Mas o mundo continua:
parado, intacto e disposto
a permanecer no mesmo lugar...
Eu aqui, perdida nessa trilha de ilusões
desviando dos falsos abraços e sorrisos,
dependente dos falsos abraços e sorrisos
Isolada no meio de tanta gente
Sangrando diante de uma gargalhada sem fim.
Sofro sozinha!
Os outros não estão preparados para dividir solidão
nem sonhos, nem desejos, nem vitórias.
Só dividem o fracasso, a derrota, o pensamento de culpa
Ninguém quer dividir solidão!
Nem o mundo quis! Vive na dele distante enquanto durmo
dorme enquanto acordo, gira enquanto me disperso...
Estranha é mesmo é essa ideia de felicidade
tem que sorrir pra provar que está feliz
tem que dizer te amo pra provar que ama
tem que ter alguém pra provar que é "impossível ser feliz sozinho"...
Estranho é o mundo que não para: gira, gira e gira
Não oferece ajuda, não olha o céu, não ouve o doce barulho do mar
não sente frio nem dor, só gira e gira e gira...
Lembro do agora
e me enche o peito a vontade de me jogar do último andar
do primeiro prédio que surgir.
A loucura só reina no coração dos bons!
Eu quero me jogar
mas penso no quanto sofreria minha mãe, então esqueço
mas penso no quanto sofreria se ela se jogasse
então a vontade cresce ainda mais!
Eu quero entender esse suicídio espontâneo
Essa gente que cansou do mundo
ou simplesmente se perdeu dele
ou nunca o teve...
Entender o que é certo e errado
perante a Terra e o Céu.
Lembro da vida
Não sei se a tenho
nem se a mereço
Não sei onde o mundo me deixou perdida
Talvez no primeiro passo
Talvez no último suspiro
Minha alma insiste em partir
Mas o corpo insiste em ficar...
A ampulheta que controla o meu dia
impulsiona, grita, chora!
Me diz para continuar
mesmo diante do caos
mesmo diante da luta
mesmo perdida no vazio
de ilusões sinceras
A ampulheta me impede de chegar ao último andar
me impede de ser feliz do meu jeito
Me faz acreditar numa nova Era
alimentar sonhos em vão,
Me diz que o mundo está chegando
para finalmente me esclarecer o que aconteceu.
Penso em tudo
e tudo é nada
nada é o que sinto,
o que sou.
Ampulheta em extinção
contando grão por grão
desejando amarguradamente
o momento exato
de acabar a areia
quebrar-se em mil cacos
e assim viajar
rumo ao mundo que não conheço...
terça-feira, 29 de março de 2011
YASMIN THAYNÁ
Menina, mulher, sagaz
Eletrotécnica, literata, cineasta.
Cabelos com flor, com cor
cabelos únicos!
Sorriso sincero, olhar tímido
estilo próprio.
Chaveiros exóticos,
mochila pesada
livros e filmes na cabeça.
Escritora assídua, roteirista
leitora, cinéfila, ativista cultural.
Vocabulário próprio, particular
indivisível!

Andarilha das artes
ela faz a sua parte...
Retocando seus detalhes
no atalho do papel.
Tudo até então vivido
fica bem mais colorido
quando numa bela intervenção
Ela joga na tela
o que captam os olhos do coração!
Para a Iguaçuana que mais orgulha meu coração!
É TUDO MENTIRA
Somos seres libertos
num mundo sedento de vozes
de vozes sedentas de liberdade.
Somos seres humanos:
desumanos, desatentos
corruptos, canalhas!
Somos seres dispersos
nos males das opções
na falta de amigos
na ausência de amor.
Somos seres estranhos!
Bichos sem rumo,
vida vazia,
abandono de alma...
Somos seres vivos
mortos de tão vivos!
Tristes de tanta felicidade.
Espertos de tanta maldade.
Indecifráveis de tanto buscar.
Sozinhos, solitários
pela eterna falta de tempo
para amar.
sábado, 12 de março de 2011
AMIZADE!
Podes Crer
Cidade Negra
O QUE É, MEU IRMÃO
EU SEI O QUE TE AGRADA
E O QUE TE DÓI, E O QUE TE DÓI
É PRECISO ESTAR TRANQÜILO
PRA SE OLHAR DENTRO DO ESPELHO
REFLETIR
O QUE É?
SEJA VOCÊ QUEM FOR
EU TE CONHEÇO MUITO BEM
ISSO FAZ BEM PRA MIM
ISSO FAZ BEM PRA VIDA
ONDE QUER QUE VÁ
EU VOU ESTAR TAMBÉM
EU VOU ME LEMBRAR
DAQUELA CANÇÃO QUE DIZ
PARAPAPAPA....
BENDITO
ENCONTRO
NA VIDA
AMIGO
É TÃO FORTE QUANTO O VENTO QUANDO SOPRA
TRONCO FORTE QUE NÃO QUEBRA, NÃO ENTORTA
PODES CRER, PODES CRER,
EU TÔ FALANDO DE AMIZADE!
Cidade Negra
O QUE É, MEU IRMÃO
EU SEI O QUE TE AGRADA
E O QUE TE DÓI, E O QUE TE DÓI
É PRECISO ESTAR TRANQÜILO
PRA SE OLHAR DENTRO DO ESPELHO
REFLETIR
O QUE É?
SEJA VOCÊ QUEM FOR
EU TE CONHEÇO MUITO BEM
ISSO FAZ BEM PRA MIM
ISSO FAZ BEM PRA VIDA
ONDE QUER QUE VÁ
EU VOU ESTAR TAMBÉM
EU VOU ME LEMBRAR
DAQUELA CANÇÃO QUE DIZ
PARAPAPAPA....
BENDITO
ENCONTRO
NA VIDA
AMIGO
É TÃO FORTE QUANTO O VENTO QUANDO SOPRA
TRONCO FORTE QUE NÃO QUEBRA, NÃO ENTORTA
PODES CRER, PODES CRER,
EU TÔ FALANDO DE AMIZADE!
Dedico esta postagem ao meu Capitão Fernando Viera, meu irmão em alma!
Obrigada por tudo mais uma vez Mestre!
sexta-feira, 11 de março de 2011
I Jornada da Literatura Infanto-Juvenil!
Oi galera! Tenho o prazer de convidá-los para a I Jornada de Literatura Infanto-Juvenil da FEUDUC que vai homenagear ninguém menos que Maria Clara Machado! A Jornada contará com apresentações de seminários, mini-cursos, contação de histórias e uma suculenta "Casa de Guloseimas" (como na história de João e Maria), além da "feira literária solidária" que consiste na troca de livros usados sobre (claro)o mundo Infanto-Juvenil. É uma oportunidade única de conhecer um pouco mais sobre essa aventura tão presente nos pequenos curumins e tão longe dos adultos! Venha, participe! Tragam seus filhos, sobrinhos, netos enfim, a criançada! Confere Certificado de Participação com horas para Atividades Extras. Aqui, segue o link da comunidade no orkut e do blog do curso de letras, se puder participe, contamos com sua presença e apoio! Comunidade: I Jornada de Literatura Infanto-Juvenil Beijos e um punhado de sorte para todos! |
terça-feira, 1 de março de 2011
Hoje a tristeza não é passageira...
Às vezes me sinto tão só
Tão vazia, tão perdida...
Tão madura, tão mesquinha
Tão menina, tão "eu-lírica"
Às vezes, e somente às vezes
me sinto a pior me pessoa do mundo,
e nunca me senti a melhor.
Sinto falta de sentimentos sinceros
Lágrimas sinceras
Felicidade sincera.
Me sinto presa num mundo que não é meu
Em verdades e mentiras que também
não são minhas
Aos olhos que não reflete a luz
lá está o desprezo da vida
Nessa aquarela tão distante
se faz festa na avenida
Às vezes escrevo pra não chorar
outras para esquecer
tão raras para declarar
mas sempre para não endoidecer.
Me sinto tão triste, me sinto tão só
Me sinto tão longe, tão pessimista
Me sinto eu mesma e me sinto ninguém.
Me tranco em meus sonhos que
não vão se realizar
assim como o tempo que nunca volta
em busca de recomeçar...
Tão vazia, tão perdida...
Tão madura, tão mesquinha
Tão menina, tão "eu-lírica"
Às vezes, e somente às vezes
me sinto a pior me pessoa do mundo,
e nunca me senti a melhor.
Sinto falta de sentimentos sinceros
Lágrimas sinceras
Felicidade sincera.
Me sinto presa num mundo que não é meu
Em verdades e mentiras que também
não são minhas
Aos olhos que não reflete a luz
lá está o desprezo da vida
Nessa aquarela tão distante
se faz festa na avenida
Às vezes escrevo pra não chorar
outras para esquecer
tão raras para declarar
mas sempre para não endoidecer.
Me sinto tão triste, me sinto tão só
Me sinto tão longe, tão pessimista
Me sinto eu mesma e me sinto ninguém.
Me tranco em meus sonhos que
não vão se realizar
assim como o tempo que nunca volta
em busca de recomeçar...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
UMA NOITE EM 67
Uma noite em 67, documentário com direção e roteiro de Renato Terra e Ricardo Calil e produção de Beth Accioly, resume em 93 minutos toda a mescla de sentimentos presentes na grande final do 3º Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, realizado tradicionalmente em São Paulo.
Essa exposição de sentimentos é tão intensa que dá ao público a sensação de ser “transportado” para os bastidores deste grandioso evento ocorrido no dia 21 de outubro de 1967, há quase 43 anos. Os protagonistas da noite eram ninguém menos que: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu Lobo, Roberto Carlos e Sérgio Ricardo, além das presenças especiais dos grupos MPB-4 e Os Mutantes e Marília Medalha.
O filme é um inesquecível diálogo entre passado e presente, mostrando as apresentações do festival e os depoimentos dos concorrentes e jurados quatro décadas depois. Um quadro nostálgico da música popular brasileira envolto pelo contexto histórico da Ditadura Militar é o que percebemos nas seis canções donas da noite: Roda Viva (Chico Buarque e MPB4); Alegria, Alegria (Caetano Veloso); Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes); Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha); Maria, Carnaval e Cinzas (Roberto Carlos) e Beto Bom de Bola (Sérgio Ricardo). Dentre as curiosidades, podemos destacar a cativante apresentação de Caetano que com seu sorriso largo e olhar sincero, conseguiu transformar o descontentamento da platéia em uma calorosa salva de palmas repleta de emoção. O mesmo não aconteceu com Sérgio Ricardo que surpreendentemente arremessou seu violão ao publico em resposta as vaias recebidas e por este feito foi desclassificado. O medo de Gil encarar o palco, quase o tirou da grande final, mas o grande destaque vai para ela: a platéia!
A vontade de aplaudir e vaiar, cantar junto, decorar as letras e viver a mesma entrega do artista no palco é de fato empolgante. O povo vibra, chora, grita se manifesta a favor da música e contempla o espetáculo tornando-o ainda mais estupendo.
A batalha musical não apresenta o clima de competição (ao contrário dos festivais de hoje), todos queriam ganhar (óbvio), mas a admiração apresentada entre os adversários rendeu um ciclo de elogios sinceros, percebidos nas perguntas dos apresentadores carismáticos Jota Silvestre e Cidinha Campos. Nas mesmas perguntas observa-se também a simplicidade dos jovens artistas que da Tropicália à Jovem Guarda nos proporcionaram um dos mais belos espetáculos históricos da MPB.
Imperdível, essa é a palavra que define Uma Noite em 67! Imagens incríveis, depoimentos emocionantes, ícones da nossa música, apresentações únicas e um registro ímpar do cenário histórico-musical da década de 60. Não é apenas uma noite, mas uma viagem em 21 de outubro de 1967, onde o “pacote” inclui: pipoca, refrigerante, seis finalistas que nem desconfiavam se tornar as grandes referências do nosso país, violão quebrado, vaias e aplausos, lágrimas e imagens que nos trazem uma indefinível nostalgia!
Essa exposição de sentimentos é tão intensa que dá ao público a sensação de ser “transportado” para os bastidores deste grandioso evento ocorrido no dia 21 de outubro de 1967, há quase 43 anos. Os protagonistas da noite eram ninguém menos que: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu Lobo, Roberto Carlos e Sérgio Ricardo, além das presenças especiais dos grupos MPB-4 e Os Mutantes e Marília Medalha.
O filme é um inesquecível diálogo entre passado e presente, mostrando as apresentações do festival e os depoimentos dos concorrentes e jurados quatro décadas depois. Um quadro nostálgico da música popular brasileira envolto pelo contexto histórico da Ditadura Militar é o que percebemos nas seis canções donas da noite: Roda Viva (Chico Buarque e MPB4); Alegria, Alegria (Caetano Veloso); Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes); Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha); Maria, Carnaval e Cinzas (Roberto Carlos) e Beto Bom de Bola (Sérgio Ricardo). Dentre as curiosidades, podemos destacar a cativante apresentação de Caetano que com seu sorriso largo e olhar sincero, conseguiu transformar o descontentamento da platéia em uma calorosa salva de palmas repleta de emoção. O mesmo não aconteceu com Sérgio Ricardo que surpreendentemente arremessou seu violão ao publico em resposta as vaias recebidas e por este feito foi desclassificado. O medo de Gil encarar o palco, quase o tirou da grande final, mas o grande destaque vai para ela: a platéia!
A vontade de aplaudir e vaiar, cantar junto, decorar as letras e viver a mesma entrega do artista no palco é de fato empolgante. O povo vibra, chora, grita se manifesta a favor da música e contempla o espetáculo tornando-o ainda mais estupendo.
A batalha musical não apresenta o clima de competição (ao contrário dos festivais de hoje), todos queriam ganhar (óbvio), mas a admiração apresentada entre os adversários rendeu um ciclo de elogios sinceros, percebidos nas perguntas dos apresentadores carismáticos Jota Silvestre e Cidinha Campos. Nas mesmas perguntas observa-se também a simplicidade dos jovens artistas que da Tropicália à Jovem Guarda nos proporcionaram um dos mais belos espetáculos históricos da MPB.
Imperdível, essa é a palavra que define Uma Noite em 67! Imagens incríveis, depoimentos emocionantes, ícones da nossa música, apresentações únicas e um registro ímpar do cenário histórico-musical da década de 60. Não é apenas uma noite, mas uma viagem em 21 de outubro de 1967, onde o “pacote” inclui: pipoca, refrigerante, seis finalistas que nem desconfiavam se tornar as grandes referências do nosso país, violão quebrado, vaias e aplausos, lágrimas e imagens que nos trazem uma indefinível nostalgia!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
OS TRÊS MAL AMADOS
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto in “Os Três Mal-Amados”
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Melo Neto in “Os Três Mal-Amados”
sábado, 29 de janeiro de 2011
ALL STAR
Tudo começou com um mero toque do telefone por volta das 10:30h. Manhã de sol, calor, dia realmente quente e do nada o telefone toca. Era ele! Ele que fez um simples “alô” se transformar na palavra mais linda ouvida naquele dia.
Eu tinha uns 18 ele 19, num início de namoro quase apagado veio a surpresa: o primeiro telefonema dele pra mim! Pode parecer besteira para muita gente, mas a alegria estampada em meu rosto se estendeu até o fim da noite. Ao ouvir sua voz dizendo “alô” respondi com um “alô” exclusivamente apaixonado e aquele papo bom se rendeu por quase uma hora... Além do homem dos meus sonhos e uma satisfação sem fim um detalhe tornou o momento ainda mais especial: ao fundo ouvia-se a música “All Star – interpretada por Cassia Eller” tanto eu quanto ele amavámos a letra e a versão da Cassia Eller. Tudo perfeito! Fui imensamente feliz nesta singela demonstração de carinho!
Depois deste, vieram uns 5 ou 6 telefonemas, não com a mesma intensidade nem vontade de jogar conversa fora apenas pelo prazer de se ouvir a voz de quem se ama ou se está apaixonado. Eles vieram para dar justificativas por ausências, desculpas sem nexo e peso na consciência.
Percebi que o encanto havia se quebrado e me transformei de novo em abóbora. O romance (ou início dele) se acabou de um modo frio, sem cor, sem luz, sem solução! Chorei por horas, dias e meses. Depois passou e assim finalmente aprendi que tudo passa! O tempo cura as dores contudo não apaga as lembranças. São elas que me fazem voltar ao passado e imaginar como seria: “continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje...”
CASSIA ELLER - ALL STAR
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
SOLIDÃO
Procuro um lugar
Onde eu possa entender
Tudo que passa
Nessa minha aflição,
Nesse desejo intacto,
De encarar o mundo
Com minhas próprias mãos.
Procuro uma voz,
Um som, um calar,
Um eco que deixe em paz
Meu pensamento.
Procuro um lugar
Onde eu possa explicar
Que onde há solidão
Não há coração,
Mas há poesia, há luz
Há um “ão”
Presente e ausente
Num lugar chamado
Sentimento.
Onde eu possa entender
Tudo que passa
Nessa minha aflição,
Nesse desejo intacto,
De encarar o mundo
Com minhas próprias mãos.
Procuro uma voz,
Um som, um calar,
Um eco que deixe em paz
Meu pensamento.
Procuro um lugar
Onde eu possa explicar
Que onde há solidão
Não há coração,
Mas há poesia, há luz
Há um “ão”
Presente e ausente
Num lugar chamado
Sentimento.
LENINE - É O QUE ME INTERESSA
sábado, 8 de janeiro de 2011
POEMA EM LINHA RETA
Os castelos do deserto desaguam nos sonhos de quem acredita no poder da fé. Quem vive sorrindo a beira do abismo se joga no acaso de quem cultiva a hipocrisia. Nos muros da escola paredes sujas recortam a tinta que dali se apagou e vejo no vento o que sinto no mar, que os castelos da alma abrigam os nós entalados nos becos, no fundo do casco da cerveja de todos os bêbados cheirando o fracasso do que era pra ter sido e não foi. Estranha é essa vida que deixa tudo rolar, cada um faz o que quer sem saber o que se quer... O presente é, enfim um grande castelo de areia onde por mais perfeito que fique sempre será desfeito.
QUASE SEM QUERER - LEGIÃO URBANA
QUASE SEM QUERER - LEGIÃO URBANA
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
MEU BOLETIM
Notas correspondentes as disciplinas ministradas no 3º período do curso de Letras - Português/Literaturas da FEUDUC.
LITERATURA BRASILEIRA I - 10,0
PORTUGUÊS IV - 10,0
LITERATURA PORTUGUESA IV - 9,5
LINGUÍSTICA IV - 10,0
TEORIA DA LITERATURA IV - 9,5
METODOLOGIA E PRÁTICA DE ENSINO III - 9,5
LIBRAS - 9,0
Não existem NERD's, CDF's, puxa-sacos ou qualquer nomenclatura do gênero. Existem alunos apaixonados pelo que fazem, pelo que estudam e visando um futuro brilhante.
Eu trabalho e estudo como muitos (senão todos) da minha turma. Eu também faço trabalhos de madrugada.
Utilizo exatos R$ 9,60 para ir e voltar da faculdade todos os dias. Também tenho fome, sede e sono como qualquer outro. Tenho problemas, faço curso de Espanhol, dou atenção aos meus amigos e vou ao mercado com minha mãe.
|Não sou a "mais inteligente da turma" e não me sinto melhor que ninguém ao ouvir " Nossa! Você tem futuro Aline! Tem um grande futuro!" - palavras doces e sinceras do carismático Reginaldo - não sou NERD, nem CDF, nem puxa-saco! Sou uma estudante! Estudante que ama o curso que faz e escolheu. Que ama discutir e analisar poesias e poetas! Que ama escrever!
Meu boletim é fruto das noites de sono perdidas, das horas a menos na internet, das idas e vindas à biblioteca, das inúmeras perguntas aos professores, mas principalmente do meu esforço. Da minha vontade de querer saber e aprender. Pois apesar das dificuldades, do caos interno que a instituição está vivendo eu não posso perder tempo, a hora é agora!
O Magistério é uma carreira árdua, requer excelência, os alunos não admitem erros e eles não merecem erros, não de nós que estamos lá com a única missão de acertar. Acertar para um bom futuro, acertar para fazer um trabalho digno dentro e fora das salas de aulas. Eles precisam de nós e nós precisamos deles, afinal eles são nossa alegria e sustento agora, eles são uma razão a mais para buscar a honestidade. Eles merecem notas azuis em nossos boletins!
A sala de aula do ensino médio é como um parque de diversões já a do ensino superior é quase uma selva!
É como disse meu Capitão em certa aula: "O mundo acadêmico é muito sujo crianças..."
Todos podem ter notas excelentes no boletim, isso não é capacidade de um ou outro apenas, isso não significa ser mais ou menos inteligente que o outro. Isso é apenas: META.
GO BACK - TITÃS
LITERATURA BRASILEIRA I - 10,0
PORTUGUÊS IV - 10,0
LITERATURA PORTUGUESA IV - 9,5
LINGUÍSTICA IV - 10,0
TEORIA DA LITERATURA IV - 9,5
METODOLOGIA E PRÁTICA DE ENSINO III - 9,5
LIBRAS - 9,0
Não existem NERD's, CDF's, puxa-sacos ou qualquer nomenclatura do gênero. Existem alunos apaixonados pelo que fazem, pelo que estudam e visando um futuro brilhante.
Eu trabalho e estudo como muitos (senão todos) da minha turma. Eu também faço trabalhos de madrugada.
Utilizo exatos R$ 9,60 para ir e voltar da faculdade todos os dias. Também tenho fome, sede e sono como qualquer outro. Tenho problemas, faço curso de Espanhol, dou atenção aos meus amigos e vou ao mercado com minha mãe.
|Não sou a "mais inteligente da turma" e não me sinto melhor que ninguém ao ouvir " Nossa! Você tem futuro Aline! Tem um grande futuro!" - palavras doces e sinceras do carismático Reginaldo - não sou NERD, nem CDF, nem puxa-saco! Sou uma estudante! Estudante que ama o curso que faz e escolheu. Que ama discutir e analisar poesias e poetas! Que ama escrever!
Meu boletim é fruto das noites de sono perdidas, das horas a menos na internet, das idas e vindas à biblioteca, das inúmeras perguntas aos professores, mas principalmente do meu esforço. Da minha vontade de querer saber e aprender. Pois apesar das dificuldades, do caos interno que a instituição está vivendo eu não posso perder tempo, a hora é agora!
O Magistério é uma carreira árdua, requer excelência, os alunos não admitem erros e eles não merecem erros, não de nós que estamos lá com a única missão de acertar. Acertar para um bom futuro, acertar para fazer um trabalho digno dentro e fora das salas de aulas. Eles precisam de nós e nós precisamos deles, afinal eles são nossa alegria e sustento agora, eles são uma razão a mais para buscar a honestidade. Eles merecem notas azuis em nossos boletins!
A sala de aula do ensino médio é como um parque de diversões já a do ensino superior é quase uma selva!
É como disse meu Capitão em certa aula: "O mundo acadêmico é muito sujo crianças..."
Todos podem ter notas excelentes no boletim, isso não é capacidade de um ou outro apenas, isso não significa ser mais ou menos inteligente que o outro. Isso é apenas: META.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
DILEMA
E se não é pela arte , por que a alma pesando o corpo?
(Aureo Gandur - Os Varandistas)
Traduzir-se - Fagner e Chico Buarque de Holanda
(Aureo Gandur - Os Varandistas)
Traduzir-se - Fagner e Chico Buarque de Holanda
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
NAVIO NEGREIRO (CASTRO ALVES)
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.
II
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.
Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!
O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."
E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...
V
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...
São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .
São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.
Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...
Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...
VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
domingo, 26 de dezembro de 2010
PLANO DE AULA
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
Colégio: Machado de Assis
Disciplina: Português – Interpretação de Textos
Ano: 6º
Turma: 601
Professoras: Aline Merilene Argollo Rosa/ Iris Maria Amaral de Souza/ Luciana da Silva Araújo/ Priscila Azevedo Amorim.
Data: 8 de setembro de 2010
2. TEMA:
• Infância
• Conceito fundamental: Abordagem do tema através do poema “Infância” de José Paulo Paes.
3. OBJETIVOS:
OBJETIVO GERAL:
• Reconhecer a diversidade presente em sala e a importância da convivência pacífica frente às argumentações alheias diante do assunto infância, promovendo assim um debate, visando à construção de uma postura de tolerância e respeito ao outro através da interpretação de texto.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Compreender e interpretar o texto.
• Comentar sobre a história de Peter Pan.
• Debater sobre a infância, comparando as opiniões dos alunos com a colocação do autor no poema.
• Valorizar e estimular entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e aperfeiçoar a oralidade e assim, aprender a expressar-se num grupo.
• Verificar possíveis dificuldades apresentadas como: timidez, má dicção, não participação.
4. PROCEDIMENTOS DE ENSINO:
• Colocar as carteiras em círculo.
• Contar um pouco sobre a história de Peter Pan.
• Fazer a leitura do poema para toda a turma.
• Comentar sobre o autor.
• Interpretar o poema com a participação dos alunos.
• Debater sobre a infância.
• Elaborar a seguinte dinâmica: cada aluno vai escrever um determinado número de palavras numa folha de papel e em seguida passará para o próximo aluno continuar escrevendo e assim será feito até que todos os alunos tenham participado. Esta dinâmica visa observar a capacidade de criar e interpretar dos alunos, além da verificação da grafia e dos possíveis erros cometidos.
5. CONTEÚDOS:
• Leitura, análise e interpretação do poema Infância, de José Paulo Paes.
INFÂNCIA
Eu tenho oito anos e já sei ler e escrever.
Por isso ganhei de presente a história de Peter Pan.
As aventuras dele com o Capitão Gancho e o jacaré que engoliu um relógio até que são engraçadas.
Mas, achei uma bobagem aquela mania do Peter Pan de querer ficar sempre menino.
Já imaginaram se todos quisessem ficar sempre pequenos e nunca mais crescer?
Aí, quem ia cuidar da gente? Fazer comida, passar pito, mandar tomar banho, dizer que é hora de ir pra cama?
Sarar a gente da dor de barriga e de dor de dente?
6. RECURSOS:
• Cópia do poema “Infância” de José Paulo Paes, imagens de personagens da história de Peter Pan, quadro negro, giz.
7. AVALIAÇÃO:
• Será feita uma pergunta, cujo tema permite que seja observado o entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.
8. TEMPO PREVISTO:
• 30 minutos.
9. REFERÊNCIA:
CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens. São Paulo, SP: Atual.
COMO FAZER UM PLANO DE AULA. Disponível em:
http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/
Plano de aula elaborado em grupo para a disciplina Metodologia e Prática de Ensino III, ministrada pelo professor Geneci Menezes.
É sempre complicado elaborar um plano de aula (ainda mais quando sua experiência neste assunto equivale a zero por cento), por isso resolvi colocá-lo aqui neste humilde espaço, assim os que tiverem dificuldade assim como eu tive (e tenho) possam ter mais uma fonte de pesquisa para a elaboração de um plano de aula nota dez!
Colégio: Machado de Assis
Disciplina: Português – Interpretação de Textos
Ano: 6º
Turma: 601
Professoras: Aline Merilene Argollo Rosa/ Iris Maria Amaral de Souza/ Luciana da Silva Araújo/ Priscila Azevedo Amorim.
Data: 8 de setembro de 2010
2. TEMA:
• Infância
• Conceito fundamental: Abordagem do tema através do poema “Infância” de José Paulo Paes.
3. OBJETIVOS:
OBJETIVO GERAL:
• Reconhecer a diversidade presente em sala e a importância da convivência pacífica frente às argumentações alheias diante do assunto infância, promovendo assim um debate, visando à construção de uma postura de tolerância e respeito ao outro através da interpretação de texto.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Compreender e interpretar o texto.
• Comentar sobre a história de Peter Pan.
• Debater sobre a infância, comparando as opiniões dos alunos com a colocação do autor no poema.
• Valorizar e estimular entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e aperfeiçoar a oralidade e assim, aprender a expressar-se num grupo.
• Verificar possíveis dificuldades apresentadas como: timidez, má dicção, não participação.
4. PROCEDIMENTOS DE ENSINO:
• Colocar as carteiras em círculo.
• Contar um pouco sobre a história de Peter Pan.
• Fazer a leitura do poema para toda a turma.
• Comentar sobre o autor.
• Interpretar o poema com a participação dos alunos.
• Debater sobre a infância.
• Elaborar a seguinte dinâmica: cada aluno vai escrever um determinado número de palavras numa folha de papel e em seguida passará para o próximo aluno continuar escrevendo e assim será feito até que todos os alunos tenham participado. Esta dinâmica visa observar a capacidade de criar e interpretar dos alunos, além da verificação da grafia e dos possíveis erros cometidos.
5. CONTEÚDOS:
• Leitura, análise e interpretação do poema Infância, de José Paulo Paes.
INFÂNCIA
Eu tenho oito anos e já sei ler e escrever.
Por isso ganhei de presente a história de Peter Pan.
As aventuras dele com o Capitão Gancho e o jacaré que engoliu um relógio até que são engraçadas.
Mas, achei uma bobagem aquela mania do Peter Pan de querer ficar sempre menino.
Já imaginaram se todos quisessem ficar sempre pequenos e nunca mais crescer?
Aí, quem ia cuidar da gente? Fazer comida, passar pito, mandar tomar banho, dizer que é hora de ir pra cama?
Sarar a gente da dor de barriga e de dor de dente?
6. RECURSOS:
• Cópia do poema “Infância” de José Paulo Paes, imagens de personagens da história de Peter Pan, quadro negro, giz.
7. AVALIAÇÃO:
• Será feita uma pergunta, cujo tema permite que seja observado o entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.
8. TEMPO PREVISTO:
• 30 minutos.
9. REFERÊNCIA:
CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens. São Paulo, SP: Atual.
COMO FAZER UM PLANO DE AULA. Disponível em:
http://www.lendo.org/como-fazer-um-plano-de-aula/
Plano de aula elaborado em grupo para a disciplina Metodologia e Prática de Ensino III, ministrada pelo professor Geneci Menezes.
É sempre complicado elaborar um plano de aula (ainda mais quando sua experiência neste assunto equivale a zero por cento), por isso resolvi colocá-lo aqui neste humilde espaço, assim os que tiverem dificuldade assim como eu tive (e tenho) possam ter mais uma fonte de pesquisa para a elaboração de um plano de aula nota dez!
sábado, 25 de dezembro de 2010
SER CAPITÃO
Jorge Amado que me desculpe:
mas não quero ser Capitão da Areia,
quero ser Capitão do Mar.
Pois a areia o vento leva
mas o Mar o vento traz.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
NO SAPATINHO DA JANELA...
Que neste Natal sejamos mais humanos e amigos
Que os sinos de Belém encantem nossos corações
Que a ceia simbolize a importância da família
Que a vida seja celebrada com alegria e encanto a cada dia
Que nossos amigos sejam o nosso alicerce
Que o vinho seja a mais sincera recíproca
Que o mundo pare tudo por um segundo
E agradeça a nosso querido Deus por
Este momento inesquecível,
Por mais um dia vivido
E que ele esteja sempre presente dentro de nossos corações!
Desejo a vocês: amigos, familiares, professores, conhecidos e desconhecidos um Feliz Natal repleto de sentimentos puros com um bom punhado de sorte. Pois vocês, cada um a sua maneira, formam a minha fonte que nunca seca. Minha poesia, minha prosa, minhas canções!
Obrigada a todos!
Que os sinos de Belém encantem nossos corações
Que a ceia simbolize a importância da família
Que a vida seja celebrada com alegria e encanto a cada dia
Que nossos amigos sejam o nosso alicerce
Que o vinho seja a mais sincera recíproca
Que o mundo pare tudo por um segundo
E agradeça a nosso querido Deus por
Este momento inesquecível,
Por mais um dia vivido
E que ele esteja sempre presente dentro de nossos corações!
((Aline Merilene))
Desejo a vocês: amigos, familiares, professores, conhecidos e desconhecidos um Feliz Natal repleto de sentimentos puros com um bom punhado de sorte. Pois vocês, cada um a sua maneira, formam a minha fonte que nunca seca. Minha poesia, minha prosa, minhas canções!
Obrigada a todos!
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